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Aguardo a queda do sol para ver-te novamente, ó Lua
Debruçado na varanda, vejo-lhe sorrir de volta
Clareie as estradas, me abrace em qualquer rua
Uma parceira, melhor amiga e uma mãe, expurgadora da revolta
Apelida-me de Sol, apesar de ser estrela
Argumenta que independente de tamanho, reluzimos como supernova
Cintile sobre o breu e afoite-nos com clareza
Ela o passado reprova, pois inova, tão pulcra pois nega a reitera, renova.
A lua, meu berço, acolhe-me agasalhando minhas lágrimas salgadas
Não depreendem a razão que partilho a lua minhas faces arrasadas
Pulcra influência ótica que me ativa após emoções desenfreadas
Acalma-me em teu reflexo luminoso enxergando minhas mãos calejadas
Abraça-me com teus sopros tornando minhas espinhas arrepiadas
Acalenta o coração das estrelas acordadas
Cativa-me com teu breu e as estrelas enaltecendo a ti, ó! Lua Abençoada.
A Lua partilhou-me de suas personalidades:
Lua Nova, ofuscada, recebe-me em silêncio
Lua Crescente, pouco atende a frivolidades
Lua Quarto Crescente, meio acolhe, meio sentencio
Lua Gibosa Crescente, mais disposta, menos lúcida
Lua Cheia oferece todo melhor de si
Lua Gibosa Minguante, tende afoitar ou manter-se esquecida
Lua Quarto Minguante refere-se a cobiça, réplica de Môdesi
Lua Minguante, aleivosa e preterida, reiniciara o cíclo
Mímico, complexo e límpido
Dizia-me melíflua: "Como água, dilua, o ruim exclua, assim evolua e conclua"
Sábia deflua no fim, e que aflua à tona das cordas do violino, sendo só minha, ó Madame Lua.
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